sexta-feira, 1 de março de 2013

ENCONTRO DE CATEQUISTAS

Estamos todos na perspectiva do novo ano de encontros de catequese. Aqui na nossa comunidade está marcado para acontecer no dia 09 de março, isso se tudo correr bem, pois estamos cheios de problemas e o principal deles é a falta de um espaço adequado onde possamos receber nossos catequizandos e também fazer nosso trabalho de maneira mais agradável e eficiente. Até o ano passado estavamos em uma escola do município, e isso nos trazia grandes transtornos. Já aconteceu de diversas vezes não termos uma sala para fazer o encontro e tinhamos que ficar no pátio, sentado no chão. Acho tudo isso bem desagradável e um falta de atenção, nao só dos nossos padres, mas da coordenação da comunidade e também de todos aqueles que se dizem católicos, mas esquecem que nossa religião só pode prosperar se tivermos uma catequese forte e eficaz.
E mesmo com todos os problemas vamos em frente e neste momento de espera, nada melhor do que tentar nos formar e informar melhor sobre o nosso trabalho;pensando nisso adquiri um livro que me parece bem interessante, cujo título é QUEM É O CATEQUIZANDO, do padre Paulo César, editora vozes; ainda não li, no entanto, se for interessante com certeza vou partilhar com todos. Outra opção são estes slides que nos traz grandes informações.

Como podemos rezar em família?


“Não sei rezar”.  “Custa-me muito abrir um espaço em meu dia para orar a Deus”.  “Em minha casa há muito barulho e não posso me concentrar na oração”.  “Sinto a necessidade de rezar, mas não tenho o hábito”.  Possivelmente essas sejam algumas das afirmações que estamos acostumados a dizer ou pensar quando queremos nos aproximar de Deus através da oração.  Não estamos longe da verdade: muitas vezes as tarefas próprias da vida familiar, as distrações ou a falta de hábito trabalham contra nossa vida cristã e desejo de uma vida de oração mais intensa.  A vida cristã “começa pela casa” e sabemos que nossa vida espiritual seria favorecida se o âmbito familiar fosse também um espaço de meditação, reflexão e oração.  Por isso temos que nos perguntar: Como fazer para que minha família viva em presença de Deus?  Como transformar meu lar em um lugar de encontro com o Senhor?  Quer dizer: Como rezar em família?
A urgência de rezar em família
Vivemos em uma sociedade que com freqüência nos empurra para dar as costas a Deus, que rechaça o conceito cristão de família e nos transmite diariamente uma avalanche de critérios anti-evangélicos.  Do mesmo modo, a força atrativa do entretenimento (videogames, festas, redes sociais, etc.) muitas vezes termina por nos distrair do essencial. Por outro lado, em muitos lares os meios de comunicação social (a televisão, a internet, o telefone, etc.) parecem ter um maior protagonismo que o diálogo pessoal e quente entre esposos, entre irmãos e entre pais e filhos.
Diante disso devemos ser conscientes da importância de sustentar uma relação de amizade autêntica com as pessoas que nos rodeiam e, ao mesmo tempo, que nossa primeira comunidade cristã deve ser a própria família.  A situação do mundo de hoje, de certo modo, torna ainda mais urgente a necessidade de se rezar em família.  Fazê-lo não só nos ajuda a nos manter firmes na fé e nos bons costumes, como também é um excelente meio para fortalecer os vínculos familiares e centrá-los no essencial: em Deus que é Amor e fundamento de todo amor humano.  Em diversas ocasiões os Papas nos ensinaram que a família cristã é uma “igreja doméstica” e que todo lar deve ser também um lugar de oração e de evangelização[1].
Alguns meios para orar em família
É importante pensar em alguns meios para que a família possa ser, de um modo efetivo, uma escola de oração.  Ter uma disciplina e uma ordem na rotina familiar pode ser de grande ajuda.  Além disso, seria muito bom que na casa se destinasse um lugar especial para a oração, com símbolos que remetam ao sagrado.  Pode ser uma imagem de Jesus ou da Virgem Maria, um crucifixo, uma pintura, uma Bíblia entronizada — que nos recorde a centralidade da Palavra de Deus em nossas vidas —, uma vela que se acenda nos momentos especiais, etc.  Os sinais visíveis nos ajudam a recordar que Deus está perto de nós e presente em nossas vidas.
Pode ser útil também promover momentos de silêncio no lar, onde todos se abstenham dos aparelhos eletrônicos, especialmente do televisor e do computador.  Igualmente é muito recomendável que no horário familiar haja “intervalos de oração” que sirvam como âncoras no meio da dinâmica das tarefas cotidianas.  Por exemplo, abençoar os alimentos e agradecer a Deus sempre antes das refeições, orar com as crianças antes de dormir, ir juntos à Missa aos Domingos, rezar em família algumas orações como o Rosário ou outra oração devota, meditar semanalmente na Palavra de Deus.  Tudo isso vai marcando o ritmo da vida familiar, selando nas crianças e nos jovens a marca da espiritualidade cristã e fortalecendo nos pais, tios e avós a fé que receberam.
São também importantes para a família os momentos de passeio familiar.  Cada membro da família pode elevar-se no louvor ao Criador quando se tem um contato direto com a natureza (um passeio à praia, à montanha ou ao zoológico).  Do mesmo modo, a família cresce na fé e na consciência de suas raízes cristãs quando faz alguma peregrinação, por exemplo, a um santuário católico.
O exemplo dos pais
Os esposos cristãos estão chamados a transmitir a fé aos membros de sua família.  A oração em família na qual estão presentes as crianças se enriquece imensamente em virtude da grande sensibilidade religiosa que têm os pequenos, especialmente nos primeiros anos da infância.  Ao ir descobrindo os secretos tesouros de espiritualidade escondidos nos corações das crianças, os pais também são convidados a ingressar nessa nova dinâmica de encontro com Jesus, a “fazer-se crianças” para entrar no Reino dos Céus (ver Mc 10,13-16).  Assumem o papel de guias espirituais de seus próprios filhos e são para eles seus primeiros catequistas.  Ensinam-lhes a rezar não só com as palavras, mas também, sobretudo com seu testemunho, pois as crianças “absorvem” tudo o que veem em seu pequeno mundo familiar.  Se os filhos veem seus pais rezar, então o hábito de oração surgirá neles com maior naturalidade.
É importante que os pais sejam muito reverentes com essa primeira etapa da infância, posto que o que se aprende nos primeiros anos fica marcado para toda a vida.  O ensino da fé e da oração no lar tem que respeitar os ritmos próprios da infância.
O Papa Bento XVI assinalava que «a família é Igreja doméstica e deve ser a primeira escola de oração.  Na família as crianças, desde a mais tenra idade, podem aprender a perceber o sentido de Deus (…) Se não se aprender a rezar na família, depois será difícil preencher esse vazio.  E, portanto, quero dirigir-lhes o convite para redescobrir a beleza de rezar juntos como família na escola da Sagrada Família de Nazaré.  E assim chegar a ser realmente um só coração e uma só alma, uma verdadeira família»[2].
A oração acompanha a vida familiar
Sempre há motivos para rezar em família.  A oração pode adequar-se e acompanhar os diferentes momentos da vida comum.  Para o casal recém casado possivelmente seja mais inato a oração de louvor a Deus pela vivencia do amor autêntico e também a oração de petição pelos bens futuros, concretamente pelo dom da vida dos filhos.  Para a época da gestação da mulher e do nascimento de um filho, a oração passa a estar nutrida de esperança e confiança em Deus, assim como de profunda gratidão por receber no lar uma nova pessoa, nascida da fecundidade do amor vivido na união matrimonial.
A experiência familiar de oração se enriquecerá nos momentos fortes de preparação das crianças para a recepção dos sacramentos da Reconciliação e da Eucaristia.  Nessas ocasiões a oração da família se enriquece com a experiência eclesial, ao unir-se com outras famílias e com a comunidade inteira.  Algo similar também ocorre quando os jovens se preparam para receber o sacramento da Confirmação.
A aproximação das famílias à vida eclesial e à oração não pode reduzir-se só aos Domingos ou aos “momentos fortes”.  Haverá sempre diversos motivos pelos quais a família experimentará a importância de rezar: agradecer por um aniversário ou bodas, rogar pela saúde diante da enfermidade de uma pessoa querida, pedir consolo diante da morte de alguém muito próximo, implorar perdão pelos enganos cometidos ou pela conversão de um familiar, pedir pelas necessidades econômicas, invocar o amparo antes de uma viagem, abandonar-se confidencialmente nas mãos de Deus em momentos de confusão, ou perante a postulação para a universidade, para uma graduação ou para um novo trabalho, pedir paciência diante de uma mudança de lugar ou situação… Tantas coisas podemos pôr diante de Deus no diálogo amável e filial da oração!  Em todos esses momentos, Cristo toca a porta dos corações e quer estar presente em meio de nossa família.
Citações para a oração
Desde o princípio, a família é lugar de oração e educação na fé: Gen 4,1-4; 18,19; Ex 13,6-10.
O Senhor encontrou dificuldades para pregar entre seus familiares: Lc 4,24-30.
Jesus peregrinava e orava com seus pais: Lc 2,40-42.
O protagonismo dos pais na família: Is 38,19; Ef 6,4; Col 3,16-20.
Os diferentes momentos e motivos para orar: Ecle 3,1ss; Lc 1,39 ss; Tg 5,16
Perguntas para o diálogo
  1. Sou consciente de que a vida cristã “começa em casa”, e que por isso devo ajudar para que minha família reze unida?
  2. Que obstáculos encontro para viver a oração em minha família?  Tenho “vergonha” de rezar entre meus familiares?
  3. Que meios posso pôr para gerar hábitos de oração em família?
  4. Ajudo para que as crianças e os jovens de minha família se eduquem na vida de oração?
Trabalho de interiorização
1. Leia e medite em Ecle 3,1-8.
Pergunte-se: Quais são os tempos de ação e os tempos de oração em minha família?  Como posso ajudar para que em minha família haja sempre os dois “tempos”?  Como podemos nutrir nossa ação com a força da oração?
2. Leia este parágrafo do Beato João Paulo II:
«A oração não representa de modo algum uma evasão que desvia do empenho quotidiano, mas constitui o impulso mais forte para que a família cristã assuma e cumpra em plenitude todas as suas responsabilidades de célula primeira e fundamental da sociedade humana.  (…) Da união vital com Cristo, alimentada pela Liturgia, pelo oferecimento de si e da oração, deriva também a fecundidade da família cristã no seu serviço específico de promoção humana, que de per si não pode não levar à transformação do mundo» (S.S. João Paulo II, Exortação Apostólica Familiaris consortio (sobre a Família), 22/11/1981, n. 62).
Você tem consciência de que a oração, longe de ser uma evasão, é o que dá forças e sustenta a sua família?  Enumere alguns dos benefícios que podem brotar de sua oração em família.
3. “A família que reza unida, permanece unida.” O que você pensa a respeito desta frase?
4. Leia e comente o que dizia o Beato João Paulo II, na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae e contempla a possibilidade de promover a reza do Rosário em sua família:
«Pode-se objetar que o Rosário parece uma oração pouco adaptada ao gosto das crianças e jovens de hoje. Mas a objeção parte talvez da forma muitas vezes pouco cuidada de o rezar. Ora, ressalvada a sua estrutura fundamental, nada impede que a recitação do Rosário para crianças e jovens, tanto em família como nos grupos, seja enriquecida com atrativos simbólicos e práticos, que favoreçam a sua compreensão e valorização. Por que não tentar? » (S.S. João Paulo II, Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, 16/10/2002, n. 42).

[1] Ver por exemplo: João Paulo II, Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, 41-42.  Neste documento, o Papa nos anima a rezar o Rosário em família, e dizia que “a família que reza unida, permanece unida”
[2] Bento XVI, Audiência geral 28/12/2011.  Ver também: João Paulo II, Homilía na Missa para as Famílias no Estadio de la Unidad Deportiva Panamericana de Cali, 04/07/1986, 4.
FONTE

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

"EIS ME AQUI, ENVIA-ME"


Existe um ditado no nosso Brasil que o ano só começa depois do carnaval. Na verdade acho que nós mesmo nos criticamos, quando na realidade somos um povo alegre, de bem com a vida, mas que gostamos sim de trabalhar, de ajudar ao próximo. Acredito, piamente, no nosso povo. E estou falando assim para falar do nosso início de trabalhos na Pastoral Familiar, com o nosso primeiro encontro de formação do ano, com o tema da Campanha da Fraternidade. E o interessante é que chamamos dois jovens para nos ajudar a entender este tema tão abrangente e que a CNBB em boa hora nos trouxe de volta.


Nos reunimos no último domingo, e nosso encontro comecou com esta dinâmica.




Objetivo: Integração da igreja e organização para cumprirem a missão dada por Cristo.

Material: Um apito

Tempor estimado: 10 minutos

              Acolha seus agentes e diga que eles tem uma missão a cumprir, peça a todos que façam um círculo de mãos dadas. Após a formação do círculo peça para cada um olhar bem a pessoa que está a sua direita e a esquerda, deixe-os conversar por um minuto.
        Logo depois, pergunte: Vocês já sabem quem está à sua direita e sua esquerda? Por exemplo, a minha mão direita está na mão esquerda de fulano e a minha mão esquerda está na mão direita de sicranoDiga para eles que não podem esquecer. (Diga para eles que é muito importante saberem quem está ao lado para a atividade dar certo).
            Após isso, Diga para os agentes que quando apitar eles devem andar aleatoriamente em um espaço que não fiquem, nem muito próximas, nem muito distantes umas das outras. Explique que quando apitar duas vezes todos devem parar onde estão. Paradas onde estão, sem sair do lugar, devem dar as mãos como estavam na primeira formação (lembre as pessoas de não trocarem as mãos, ou seja, quem estiver na sua mão esquerda e a direita). Permita um ou outro se mover, somente para alcançarem o colega e nuca para ficar na posição original. Isso fará um “nó humano”. Então, você pede para que, sem soltar as mãos, refaçam a formação original do círculo.
              Isso exigirá muito espírito de equipe, colaboração, ajuda mútua e parceria. O coordenador pode dá as devidas instruções de como eles podem se ajudarem ou saírem do nó, mas sem soltar as mãos.
              Ao conseguirem o feitio, no final peça um aplauso ao grupo que com união, espírito de equipe e muita abnegação conseguiram ajudar um ao outro, mas que nenhum conseguiu resolver a situação sozinho.
           Fale que devemos estar sempre ligados em Cristo para se resolver inúmeros problemas de nossas vidas, mas precisamos de união na Igreja do Senhor e um corpo que trabalhe em prol da obra de Deus, ajudando e levantando os cativos, pregando e ensinando o evangelho, buscando almas para o Reino de Deus e complementando uma missão integral que foi outorgado pelo Senhor nosso Deus.

 



  






Depois, chegou o momento de ouvir a palavra de Deus, e todos partilharam.
Já bastante atentos e completamente envolvidos pela magia deste encontro, e com a certeza da presença de Deus entre nós, começamos a ouvir nossos jovens sobre a CF 2013.










Tivemos momentos de oração, e também de confraternização, brincadeiras, lanche.






 E este ótimo resumo do texto básico apresentado pelos nossos palestrantes.




Campanha da Fraternidade 2013 - breve estudo from marquione ban


RESUMINDO: tivemos uma ótima manhã de domingo, onde sentamos para ouvir os jovens, e mais uma vez aprender que o principal motivo desta campanha é mostrar as nossas famílias que precisamos traçar uma meta de vida para nossos jovens, mostrando a eles os valores cristãos, e que estes valores foram ensinados por nosso Jesus Cristo, e para isso precisamos estar atentos e dispostos a dialogar, a conversar com eles.  E que esta CF possa nos ajudar a trazer mais e mais jovens para nossa caminhada.



‘‘ O silêncio pode calar destinos, as palavras ditas na hora certa, sobretudo por pessoas amadas, pode trazer soluções ou mesmo salvar vidas.’’
Virginia Schall

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

MOMENTOS DE INDECISÃO

Todo homem tem direito de duvidar de sua tarefa e de abandoná-la de vez em quando, a única coisa que não pode fazer é esquecê-la. Quem não duvida de si mesmo é indigno porque confia cegamente na sua capacidade e peca por orgulho. Bendito todo aquele que passa por momentos de indecisão.

A coragem é o medo que faz suas preces. O Senhor era generoso e o conduzia ao abismo do inevitável para mostrar-lhe que o homem precisa escolher e não aceitar o seu destino.
Um homem tem que escolher. Nisso reside a sua força: o poder de suas decisões.

Será que Deus é tão cruel ao ponto de me fazer ver as palmeiras no horizonte só para matar-me de sede no meio do deserto?

Há coisas que são colocadas em nossas vidas para nos reconduzir ao verdadeiro caminho de nossa lenda pessoal. Outras surgem para que possamos aplicar tudo aquilo que aprendemos. E, finalmente, algumas chegam para nos ensinar.

Seu anjo lhe sussurrou ao ouvido: Aproveite todas as oportunidades de tua vida, porque quando elas passam demoram muito tempo para voltar!

No mundo à sua volta basta prestar atenção ao que acontece em sua vida e irá descobrir onde - a cada momento do dia - Ele esconde Suas palavras e Sua vontade. Procure cumprir o que Ele pede: esta é a única razão para você estar no mundo.

Do livro: O Monte Cinco, de Paulo Coelho

Parábola da Indecisão

Havia um grande muro separando dois grandes grupos.

De um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus.

Do outro lado do muro estavam Satanás, seus demônios e todos os humanos que não servem a Deus.

E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo.

O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele:

- Ei, desce do muro agora... Vem pra cá!

Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:

- O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?

Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:

- É porque o muro é MEU!

Nunca se esqueça: Não existe meio termo. O muro já tem dono. Pense nisso.


Oração para momentos de indecisão

 
Santa Teresinha do Menino Jesus,
fostes determinada em vossos ideais
e, sob as luzes do Espírito Santo,
sempre soubestes decidir
o que fosse melhor para a salvação de vossa alma.
Jamais recuastes na decisão de servir a Deus
e agradá-Lo em tudo e por tudo.
Tão jovem, já sabíeis que o Bem-Amado vos atraía
para a vida consagrada no Carmelo
e não tivestes descanso
enquanto não atravessastes, tão menina,
guiada pela mão de vosso pai, a porta da clausura carmelitana
para ali servir a Deus e realizar vossa missão.
Peço vossa intercessão junto ao Pai
para que, neste momento de dúvida,
eu tenha as luzes do Espírito Santo
para decidir o que for de maior proveito para mim
e para aqueles que me rodeiam.
Que eu seja dócil no cumprimento da vontade do Bom Deus,
que eu não O desagrade com minha vontade própria,
que eu me submeta aos Seus desígnios
e siga firmemente a direção que o Senhor me apontar.
Peço-vos ainda que intercedeis por mim
para que eu não me rebele
frente às conseqüências de tal decisão,
e que, mesmo provado em minha fé,
eu tenha sempre alegria em meu coração
para não me arrepender do rumo que tomarei,
da mesma forma que não vos arrependestes,
ó Doutora da Ciência e do Amor
por terdes feito de vossa vida
uma entrega sem reservas ao Amor.
Glórias sejam dadas à Trindade Santa,
para sempre.
Amém.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

A ESTRELA E A MANJEDOURA

ESTRELA: “Eu sou uma estrela muito brilhante. É linda a minha história. Brilhei no firmamento na primeira noite do Natal. Encantei os pastores das campinas de Belém, e guiei os magos do Oriente. Brilhei muito, porque era o natal do Rei dos Reis. Eu lhe ofereci o melhor que possuía”.
Dirige-se à manjedoura parada humildemente abaixo
ESTRELA: “E você, quem é? Não tem nenhuma história para contar”?
MANJEDOURA: “Eu sou uma manjedoura. Não tenho o brilho e a beleza das estrelas. Tenho apenas a pobreza da palha seca. Só os animais me procuram para saciar a sua fome”.
ESTRELA: “Que triste deve ser a sua vida”!
MANJEDOURA: “Não! Não é triste a minha vida, porque eu me sinto muito útil mesmo sendo humilde. E eu também tenho uma história muito linda... Como você estrela, eu também estive presente nos acontecimentos do primeiro Natal. Enquanto você brilhava lá no firmamento, eu estava numa pobre estrebaria de Belém. E foi com muito amor que servi de berço ao pequenino Rei. Mesmo na minha humildade, fui usada para servi-LO. Minha palha seca O aqueceu. Como você, eu também ofereci o melhor que possuía.
ESTRELA: “Tenho inveja de você”! “Enquanto eu fiquei lá em cima, de longe, naquela noite tão especial, você pode ver Jesus e servi-LO de perto”.
MANJEDOURA: “Não. Não pense assim, estrela, você e eu fomos importantes. Você com o seu brilho e eu com minha humildade, oferecemos o melhor. E tão diferentes quanto somos, fomos usadas para servir o Deus Menino!
ESTRELA: “Você tem razão. As pessoas devem sempre se lembrar disso: servir a Deus com amor, oferecendo o melhor que possuem. Humildes ou importantes; ricas ou nobres; grandes ou pequenas. Deus ama a todos da mesma maneira, e todos podem servi-LO como são, e com o que possuem. Foi para todos que Jesus veio ao mundo na noite de Natal.

Todos saem e uma pessoa lê o texto abaixo...
                          
MENSAGEM: No Presépio está a Criança Divina, está o centro de toda criação. Na Manjedoura é colocada a Pequena Criança, que se chama Filho de Deus. Desta pequenina Criança, com mesmo tamanho e o mesmo desamparo de todos os recém-nascidos, saem doze raios de luz. Estes foram também os raios da Estrela que iluminou o Céu, indicando todas as direções, todos os pontos cardeais. Que mostrou a princípio aos pastores e mais tarde aos Reis Magos, que nasceu a Criança Divina Jesus Cristo e com Ele a Boa Nova.
E estes raios vão até hoje de porta em porta através de cada um de nós, através da evangelização, quando anunciamos a Boa Nova a outros tantos filhos de Deus, quando mostramos que Jesus é o caminho e não há outro pelo qual chegaremos ao PAI.
Deus quis que os pastores fossem os Seus primeiros mensageiros, hoje Ele quer que você criança, jovem, adulto, seja também Seu mensageiro, que conte tudo que aprendeu sobre o Natal, Deus quer que você seja um destes raios de luz que ilumina o caminho dos filhos de Deus. Ajudem outros a chegarem ao verdadeiro conhecimento do Nascimento do Menino Deus, ajudem outros a abrirem a porta, o coração, na qual Ele bate e espera que Lhe seja aberta para estabelecer ali Sua morada. Ajudem outros a prepararem o coração, como uma Manjedoura limpinha e quentinha a fim de acolherem o Menino Deus. Anuncie aos outros o Nascimento de Jesus, leve a eles a Boa Nova da Salvação.
Isto é evangelizar e o Período do Advento é uma grande oportunidade que temos.
Deus quer que cada um de nós seja tão importante como foram a Manjedoura e a Estrela.
Sejamos uma Sementinha!
 Este texto foi dramatizado na nossa última reunião de formação da Pastoral Familiar.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O CASAL PERFEITO

 O Casal Perfeito - Por Lya Luft
A solidão dos homens tem a medida da solidão de suas mulheres. Isso eu disse e escrevi - e repito - em dezenas de palestras por este país afora.
Aí me pedem para escrever sobre o casal perfeito: bom para quem gosta de desafios.O casal perfeito seria o que sabe aceitar a solidão inevitável do ser humano, sem se sentir isolado do parceiro - ou sem se isolar dele? O casal perfeito seria o que entende, aceita, mas não se conforma, com o desgaste de qualquer convívio e qualquer união?
Talvez se possa começar por aí: não correr para o casamento, o namoro, o amante (não importa) imaginando que agora serão solucionados ou suavizados todos os problemas - a chatice da casa dos pais, as amigas ou amigos casando e tendo filhos, a mesmice do emprego, chegar sozinha às festas e sexo difícil e sem afeto.Não cair nos braços do outro como quem cai na armadilha do "enfim nunca mais só!", porque aí é que a coisa começa a ferver.
Conviver é enfrentar o pior dos inimigos, o insidioso, o silencioso, o sempre à espreita, o incansável: o tédio, o desencanto, esse inimigo de dois rostos.Passada a primeira fase de paixão (desculpem, mas ela passa, o que não significa tédio nem fim de tesão), a gente começa a amar de outro jeito. Ou a amar melhor; ou, aí é que a gente começa a amar. A querer bem; a apreciar; a respeitar; a valorizar; a mimar; a sentir falta; a conceder espaço; a querer que o outro cresça e não fique grudado na gente.
O cotidiano baixa sobre qualquer relação e qualquer vida, com a poeira do desencanto e do cansaço, do tédio. A conta a pagar, a empregada que não veio o filho doente, a filha complicada, a mãe com Alzheimer, o pai deprimido ou simplesmente o emprego sem graça e o patrão de mau humor.E a gente explode e quer matar e morrer, quando cai aquela última gota - pode ser uma trivialíssima gota - e nos damos conta: nada mais é como era no começo. Nada foi como eu esperava. Não sei se quero continuar assim, mas também não sei o que fazer. Como a gente não desiste fácil, porque afinal somos guerreiros ou nem estaríamos mais aqui, e também porque há os filhos, os compromissos, a casa, a grana e até ainda o afeto, é preciso inventar um jeito de recomeçar, reconstruir.
Na verdade devia-se reconstruir todos os dias. Usar da criatividade numa relação. O problema é que, quando se fala em criatividade numa relação, a maioria pensa logo em inovações no sexo, mas transar é o resultado, não o meio. Um amigo disse no aniversário de sua mulher uma das coisas mais belas que ouvi: "Todos os dias de nosso casamento (de uns 40 anos), eu te escolhi de novo como minha mulher".Mas primeiro teríamos de nos escolher a nós mesmos diariamente. Ao menos de vez em quando sentar na cama ao acordar, pensar: como anda a minha vida? Quero continuar vivendo assim? Se não quero, o que posso fazer para melhorar? Quase sempre há coisas a melhorar, e quase sempre podem ser melhoradas. Ainda que seja algo bem simples; ainda que seja mais complicado, como realizar o velho sonho de estudar, de abrir uma loja, de fazer uma viagem, de mudar de profissão.
Nós nos permitimos muito pouco em matéria de felicidade, alegria, realização e sobre tudo abertura com o outro. Velhos casais solitários ou jovens casais solitários dentro de casa são terrivelmente tristes e terrivelmente comuns.
É difícil? É difícil. É duro? É duro. Cada dia, levantar e escovar os dentes já é um ato heróico, dizia Hélio ellegrino. Viver é um heroísmo, viver bem um amor mais ainda. O casal perfeito talvez seja aquele que não desiste de correr atrás do sonho de que, apesar dos pesares, a gente, a cada dia, se escolheria novamente, e amém.




ORAÇÃO DO CASAL

Senhor, faz com que compartilhemos a vida como
verdadeiro casal, esposo e esposa.

Que saibamos dar um ao outro o que temos de melhor em nós, no corpo e no espírito;
que nos aceitemos e nos amemos como somos,
com as riquezas e limitações que temos.

Cresçamos juntos, sendo caminho um para o outro;
saibamos carregar o fardo um do outro,
encorajando-nos a crescer sempre no mútuo amor.

Sejamos tudo um para o outro: os nossos melhores
pensamentos, as nossas melhores acções, o nosso melhor
tempo e as nossas melhores atenções.

Encontremos um no outro a melhor companhia. Senhor, o
amor que vivemos seja a grande experiência do Teu amor.

Cresça, Senhor, em nós a mútua admiração e atracção, a
ponto de nos tornarmos um só: no pensar, no agir e no
conviver.

Para que isto aconteça, estejas Tu entre nós. Seremos,
então, eternos enamorados.

Que assim seja!

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

A Capital Baiana da Fé

Neste final de semana tive a oportunidade de conhecer uma bela demonstração de fé e de como a natureza pode ser prodigiosa. Foi uma experiência que me deixou muito feliz e emocionado. 

Conhecer a cidade de Bom Jesus da Lapa, município baiano foi muito interessante, principalmente por causa do SANTUARIO DO BOM JESUS DA LAPA, obra da natureza, pois, as grutas são realmente muito bonitas e percebe-se que nelas a ação do homem foi muito pequena. E segundo as palavras de Dom Murilo S.R. Krieger, Arcebispo de São Salvador da Bahia: “As grutas do Santuário Bom Jesus da Lapa são um desses presentes únicos da natureza. Parece que foram criadas para ser, um dia, um santuário – isto é, um local para se louvar, agradecer e pedir favores ao Criador. A imagem do Bom Jesus leva os romeiros a tomar consciência de que sua vida, seus sofrimentos e trabalhos foram antecipadamente vividos por aquele que os convida: “Vinde a mim, vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei” (Mt 11,28).

 A cidade de Bom Jesus da Lapa, conhecida como a “Capital Baiana da Fé”, concentra a segunda maior festa religiosa católica do Brasil, que se realiza em agosto, mês do Padroeiro da cidade, conhecida como Romaria do Bom Jesus, quando atrai milhares de fieis vindos de várias partes do país. 

O grande diferencial entre Bom Jesus da Lapa e as outras cidades da região é o morro em estilo gótico e suas grutas que lhe conferem um clima místico e diferenciado. Pelo ano de 1621, Francisco de Mendonça Mar, tido por uns como andarilho e por outros como peregrino, mais tarde conhecido como “Monge”, descobriu, na margem direita do Rio São Francisco. o morro que viria a ser o Santuário do Bom Jesus da Lapa, onde, em uma de suas inúmeras grutas passou a viver uma vida de eremita, devoto de Jesus, um santuário. 
O lugar era habitado apenas por índios Tapuias, mas com o tempo, devotos foram-se agregando, fazendo sua morada perto do local onde se achava a imagem do Bom Jesus. 
Com a construção, pelo monge, de um asilo e de um hospital para os pobres, de quem cuidava, começou a crescer ao lado da lapa do Bom Jesus um povoado. 



Outros destaques da cidade é o fato dela ser banhada pelo Rio São Francisco, o conhecido velho Chico, e que eu vi pela primeira vez. Tenho certeza que este final de semana vai ficar sempre guardado nas minhas boas lembranças. E espero que todos tenham a oportunidade de conhecer esta maravilha da natureza. 


 “A igreja da Lapa
 foi feita de pedra e luz. 
Vamos todos visitar 
o Senhor Bom Jesus”
 Cântico dos romeiros