quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pastoral Familiar na Evangelização das Familias

O QUE É A PASTORAL FAMILIAR

         É um serviço que se realiza na Igreja e com a Igreja, de forma organizada e planejada através de agentes específicos, com metodologia própria, tendo como objetivo apoiar a família a partir da realidade em que se encontra, para que possa existir e viver dignamente, estabelecer relacionamentos e formar as novas gerações conforme o plano de Deus.
          Abrange todas as famílias, independentemente de sua situação familiar, com o propósito de promover a inclusão e resgatar os valores e a dignidade de cada pessoa.

COMO COMEÇOU

No Concilio Vaticano II começou-se a delinear na Igreja uma proposta inspiradora para os esforços da evangelização da família. Desde o inicio de seu Pontificado, o Papa João Paulo II dedicou atenção especial à família.
No Brasil, a Pastoral Familiar começou a sistematizar a sua caminhada na década de 80, onde foram realizados vários encontros nacionais com representantes de alguns movimentos e serviços familiares.
Em 1981, no IV Sínodo dos Bispos, foi promulgado a Exortação Apostólica Familiaris Consortio sobre a missão da família cristã no mundo de hoje.
Desde então, foram realizadas muitas ações pela Igreja no Brasil.
Atualmente, a Pastoral Familiar pode contribuir para que a família seja reconhecida e vivida como lugar não somente de sacrifício, mas também de realização humana, a mais intensa possível na experiência de paternidade, de maternidade, de filiação, como estrutura de um pertencer que desperte crescimento, maturidade, e proporcione satisfação.
Por isso, a família deve ser ajudada por uma Pastoral Familiar intensa e vigorosa (cf. Bento XVI, Discurso Inaugural, Aparecida, 2007, n.5)

MISSÃO

A missão evangelizadora da Pastoral Familiar e a defesa e promoção da pessoa em todas as etapas e circunstâncias da vida e a defesa dos valores cristãos para o matrimônio e os relacionamentos pessoais e familiares.
Para isso, é imprescindível promover a articulações dentro e fora da Igreja, para defender a vida em todas as suas etapas e dinamizar e orientar ações em favor da família.
A Pastoral Familiar possui quatros metas principais:
·         Fazer da família uma comunidade cristã;
·         Fazer com que a família seja santuário da vida;
·         Resgatar para a família seu justo valor de célula primeira e vital da sociedade;
·         Tornar a família missionária e Igreja domestica.

OBJETIVOS

·         Formar agentes qualificados;
·         Acolher toda família a partir da realidade em que ela se encontra;
·         Santificar ao laços familiares;
·         Apoiar a família no seu papel educador;
·         Promover a missão em família;
·         Valorizar os tempos litúrgicos e datas civis;
·         Articular o trabalho em conjunto com outras pastorais e movimentos eclesiais;
·          Estabelecer articulações também com forças externas à Igreja.


COMO ESTÁ ORGANIZADA

         Para alcançar os objetivos propostos, foi instituída a Comissão Nacional da Pastoral Familiar – CNPF composta pelo bispo presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família, pelos bispos conselheiros, pelo assessor nacional, pelo casal coordenador nacional e pelos bispos, assessores e casais representantes da Pastoral Familiar nos 17 Regionais da CNBB e pelos representantes nacionais dos movimentos eclesiais, institutos e serviços familiares. A Comissão Episcopal Pastoral para a vida e a Família propõe a seguinte organização em nível diocesano e Paroquial.

a)    SETOR PRÉ-MATRIMONIAL
·         Preparação Remota. Articular com: Crisma, jovens, catequese e escola.
·         Preparação Próxima: Evangelizar namorados e noivos.
·         Preparação Imediata: Diálogo com o Padre, Retiro Espiritual, Rito Sacramental e Celebração.

b)    SETOR PÓS -MATRIMONIAL   
·         Oferecer ajuda e formação para recém-casados e grupos familiares.
·         Formação continua para a vida conjugal, familiar e comunitária e Celebrações Especiais.

c)     SETOR CASOS ESPECIAIS

·         Os casais em segunda união e seus filhos sejam acolhidos, acompanhados e incentivados, conforme sua situação, a participarem da vida da Igreja, segundo as orientações do Magistério.
·         Acompanhar as diferentes realidades das famílias de migrantes, mães e pais solteiros, famílias com filhos deficientes ou drogados, famílias distanciadas da Igreja, matrimônios mistos, atenção especiais aos idosos, viúvos, casais em segunda união, alcoolismo etc.

PASTORAL ORGÂNICA

         A Pastoral Familiar constrói sua organicidade buscando estabelecer cooperação com outras iniciativas da Igreja, no estilo Corpo de Cristo.
         É uma Pastoral bastante abrangente, inclue o casal, os filhos, os parentes, a comunidade e a sociedade. Por isso, deve trabalhar com as outras pastorais, porque tudo parte da família e, ao mesmo tempo tudo se dirige à família, é voltada para a família, “um dos eixos transversais de toda a ação evangelizadora”. E, nela todas as pessoas tem lugar, todas as pastorais, movimentos, serviços e institutos, de uma maneira ou de outra, tem sua contribuição a dar, como também contribuição a receber.
         A Pastoral Familiar surge como uma resposta da Igreja em favor da família que, agredida, se desestrutura e tem dificuldades de existir, evangelizar os relacionamentos, e formar cidadãos.

JÁ DIZIA  JOÃO PAULO II    “QUE O FUTURO DA HUMANIDADE PASSA PELA FAMILIA”.

IMPLANTAÇÃO

Em cada Diocese, vasta ou pequena, rica ou pobre, dotada ou não de clero, o Bispo estará agindo com sabedoria pastoral, estará fazendo investimento altamente compensador, estará construindo, a médio prazo, sua Igreja particular, à medida que der o máximo de apoio a uma Pastoral Familiar efetiva”. (João Paulo II, junho de 1.990 aos Bispos Brasileiros em Roma).
         “A família deve ser a vossa grande prioridade pastoral! Sem uma família respeitada e estável, na pode haver organismo social sadio, sem ela não pode haver uma verdadeira comunidade eclesial”. (João Paulo II, outubro de 1.991 aos Bispos Brasileiros em Campo Grande, MS).
            Em toda Diocese se requer uma Pastoral Familiar intensa e vigorosa para proclamar o Evangelho de Família, promover a cultura da vida e trabalhar para que os direitos das famílias sejam reconhecidos e respeitados”. (Papa Bento XVI, V Conferência de Aparecida, 1997).  

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