Mostrando postagens com marcador familia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador familia. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Oração para Dia Nacional de Valorização da Família

“Família é o patrimônio da humanidade”. (Bento XVI, 2007)

Senhor Deus, nosso Pai amoroso e misericordioso, criastes-nos à Vossa imagem e semelhança, para a plenitude da vida em comunhão. Sabemos por experiência que a família constituída por um homem e uma mulher unidos por um vínculo indissolúvel e seus filhos, fundada sobre o matrimônio, é a melhor maneira de viver o amor humano, a maternidade e a paternidade. Ela é o caminho da plena realização humana e, ao mesmo tempo, constitui o bem mais decisivo para que a sociedade cresça na verdade e na paz, porque ela corresponde ao Vosso desígnio de amor.

Senhor Deus, Verbo Encarnado na família de Nazaré, escolhestes uma família como a nossa para habitar entre nós e compartilhar em tudo a nossa condição humana, menos o pecado. Viestes até nós para ser o nosso Redentor, para salvar a nós e a nossos filhos de atitudes e decisões insensatas, de caminhos de destruição e de morte, dos dramas que acompanham cada existência humana. Vinde para reavivar em nos o amor que se doa e fortalecer os vínculos de afeto recíproco, para que juntos construamos um mundo de gratuidade amorosa e de vida fraterna. Assim veremos florescer uma sociedade justa e solidária, que valoriza e ama a família, onde seja possível experimentar a felicidade verdadeira, até o dia em que chegaremos junto de Vós, no Vosso Reino de Paz definitiva. Nossa família, que constitui o bem mais precioso na nossa vida e o maior recurso da nação brasileira, está sendo descaracterizada e desvalorizada por diversas forças sociais e políticas, querendo assemelhá-la a qualquer união que ofereça afeto e cuidados. Até os pais correm perigo de serem desapropriados de sua responsabilidade educativa.

Senhor Deus, Divino Espírito Santo, vinde fortalecer nosso ardor evangélico, para sermos discípulos missionários de Jesus, portadores do seu amor e da sua potência divina que vence a morte. Pedimos-vos que nossa família se torne cada vez mais casa de comunhão, capaz de vencer os conflitos, escola da fé e dos valores humanos e sociais, lugar onde se partilham as esperanças e as lutas e se acompanha o crescimento de cada filho. Assim, nossa família será fonte de alegria e de beleza, nascente de satisfação e de força para construir positivamente o horizonte de realização de cada pessoa e o bem de toda a sociedade.

Ajudai-nos, Senhor a valorizar o grande dom que é a família, preservando-a dos males que a ameaçam e iluminai nosso caminho para superar os conflitos entre o trabalho a família e a festa, para promover a família cidadã, que auxilia a sociedade a superar a violência e a corrupção, a encontrar caminhos da paz.

Sagrada Família de Nazaré, Jesus, Maria e José, abençoai as nossas famílias brasileiras.

Dom João Carlos Petrini
Bispo de Camaçari-BA
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família/CNBB

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Dia Nacional de Valorização da Família

No dia 21 de outubro, comemora-se pela primeira vez no País o Dia Nacional de Valorização da Família.  De acordo com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a data celebra a importância da família como instituição essencial para desenvolvimento humano.  
Em nota, a CNBB diz ,que a data é oportuna "para promover  a Família como espaço privilegiado e insubstituível para que um homem e uma mulher possam, através do matrimônio, gerar e educar seus filhos no exercício da família cidadã".
Publicada no Diário Oficial da União (DOU), em 17 de maio de 2012, o Dia Nacional de Valorização da Família, será comemorado, anualmente, no dia 21 de outubro, em todo o território nacional.


Reflexão
Conheça alguns pensamentos que salientam a necessidade de refletir sobre o Dia Nacional de Valorização da Família:
“Família é o patrimônio da humanidade. Constitui um dos tesouros mais importantes”. (Bento XVI, 2007)
“Não há futuro para a humanidade sem a família”. (Bento XVI, 2012)
“A família é a unidade básica da sociedade humana e o primeiro lugar onde a fé e a cultura são apropriados”. (Bento XVI, 2012)
“A familiar é a primeira e insubstituível escola das virtudes sociais” (Bento XVI, 2012)
“O futuro da humanidade passa pela família” (João Paulo II, 1981)
"Acreditar na família é construir o futuro". (João Paulo II, 2001)  
  “A Família é a base da sociedade”. ( João Paulo II, 1998)
“Família, fonte de vida e construtora da paz” (João Paulo II, 1999) Fonte

sábado, 29 de setembro de 2012

O segredo da felicidade a dois

Embora fôssemos uma família humilde, minha mãe sempre preparava com muito carinho a primeira refeição do dia. Era ovo frito com farinha, outro dia era ovo escaldado, pão com ovo... Tudo feito com simplicidade.

Ao acordar, naquela manhã, quando retornei da lua-de-mel para ir ao trabalho, pensei que encontraria a mesa posta, o café da manhã preparado. Como estava acostumado com os hábitos de mamãe, pensei que acordaria com aquele gostoso cheirinho que vinha sempre da cozinha lá de casa.

Olhei para o lado e vi minha esposa, dormindo profundamente. Feito um anjinho - de pedra! Raspei a garganta, fiz barulho tentando acordá-la. E nada!

Fui para o trabalho irritado, de barriga vazia. O local do trabalho ficava a uns cinco minutos do apartamento que alugávamos.

Ao me sentar à mesa de trabalho, sentindo o estômago roncar, abri a Bíblia no seguinte trecho: "Façam aos outros a mesma coisa que querem que eles façam a vocês"
(Lc 6:31). Disse pra mim mesmo: "O Senhor não precisa dizer mais nada." Lá pelas nove horas da manhã, hora em que se podia tirar alguns minutos para o café, dei um jeito de ir até o apartamento, não sem antes passar em uma padaria e comprar algumas guloseimas. Preparei o café da manhã e levei na cama para Neusa. Ela acordou com aquele sorriso tão lindo!

Estamos para completar Bodas de Prata. Nesses quase 25 anos de casamento, continuo repetindo esse gesto todos os dias. E com muito amor! Estou longe de ser um bom marido, mas a cada dia me esforço ao máximo. Tenho muito a melhorar; tenho de ser mais santo, mais paciente, mais carinhoso. Sinto-me ainda longe disso, pois o modelo que estou mirando é Jesus: "Marido, ame a sua esposa, assim como Cristo amou a igreja e deu a Sua vida por ela" (Ef 5:25).

O casamento é um desafio, pois a todo o momento temos que perdoar e pedir perdão. A cada dia temos que buscar forças em Jesus, pois sem Ele nada podemos fazer
(Jo 15:5). Quando Paulo se despedia dos cristãos em Éfeso, citou uma bela frase de Jesus (que, aliás, não está nos Evangelhos): "É mais feliz quem dá do que quem recebe" (At 20:35). Quando se descobre isso no matrimônio, descobre-se o princípio da felicidade.

Por que muitos casamentos não têm ido adiante? Porque o egoísmo tomou conta do casal. É o "cada um por si" que vigora. Estamos na sociedade do descartável: copo descartável, prato descartável, etc. Mas pessoas não são descartáveis: e o que não é descartável precisa ser cuidado para ser durável.

O mundo precisa do testemunho de casais de que o matrimônio vale a pena! E, para que isso aconteça, é necessário um cuidado amoroso e carinhoso por parte do marido e da esposa. Ambos têm o dever de cuidar um do outro com renovados gestos de carinho e perdão diariamente.

É preciso declarar todos os dias o amor, em gestos e palavras. A primeira palavra que sempre digo para minha esposa ao iniciar o dia é: "Eu amo você."

Não é fácil dizer isso, às vezes, pois muitas vezes acordo de mal comigo mesmo. Então, faço uma oração pedindo ao Espírito Santo e Ele me dá a força do amor para amar naquele dia. Recebo de Deus a força do perdão.

Faça isso agora também. Declare seu amor!

Aos solteiros e aos que ainda não se casaram, quero dizer o seguinte: se você estiver pensando em casar para ser feliz, não se case! Fique como está, solteiro mesmo. Mas, se sua intenção é casar para fazer alguém feliz, case-se e você será a pessoa mais feliz do mundo! O segredo da felicidade é fazer o outro feliz. Quem disse isso foi Aquele que mais entende de felicidade: Jesus.

(Autor desconhecido)

quarta-feira, 25 de julho de 2012

NOSSOS AVÓS... NOSSA VIDA!

Dia dos avós. Pena que não tive a oportunidade de conviver com os meus avós. Lembro-me vagamente da minha vó materna, uma senhora de idade, doente e que já não estava com a plenitude de sua capacidade mental, tanto que me chamava de Valdomiro e esta sempre me pedindo para levar fogo para que ela pudesse acender o cachimbo. As lembranças são vagas. Já minhas filhas puderam e convivem ainda com a avó paterna e o avó materno. E peço sempre a elas que tenham muito carinho e respeito por eles, pois além de estarem com idade avançada, são pessoas que nos deram muito na vida, e merece que tenhamos muito paciência e consideração. Por que não tomar a bênção, já que para eles é tão importante (e elas são abençoadas, quer coisa melhor).
Certo que algumas pessoas acham que os avós mimam demais (é verdade mesmo), porém fazem por amor. É preciso que tenhamos calma e não privemos nossos filhos de ter este contato com seus avós.
Aqui presto uma homenagem a minha mãe, que é avó, bisavó e tenho certeza que guarda em seu coração muito carinho e amor para todos eles. 
E para completar, este texto muito bonito:
NOSSOS AVÓS... NOSSA VIDA!
26 DE JULHO – Dia dos Avós
Com certeza o papel dos avós na família vai muito além dos mimos dados aos netos,muitas vezes eles são o suporte afetivo e financeiro de pais e filhos. Por isso, se diz que os avós são pais duas vezes.
As avós são também chamadas de "segunda mãe", e os avôs, de "segundo pai", e muitas vezes estão ao lado e mesmo à frente da educação de seus netos, com sua sabedoria, experiência e com certeza um sentimento maravilhoso de estar vivenciando os frutos de seu fruto, ou seja, a continuidade das gerações.
Origem do Dia dos Avós:
Comemora-se o Dia dos Avós em 26 de julho, e esse dia foi escolhido para a comemoração porque é o dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo.
Século I a.C. - Conta a história que Ana e seu marido, Joaquim, viviam em Nazaré e não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança. Apesar da idade avançada do casal, um anjo do Senhor apareceu e comunicou que Ana estava grávida, e eles tiveram a graça de ter uma menina abençoada a quem batizaram de Maria. Santa Ana morreu quando a menina tinha apenas 3 anos. Devido a sua história, Santa Ana é considerada a padroeira das mulheres grávidas e dos que desejam ter filhos. Maria cresceu conhecendo e amando a Deus e foi por Ele a escolhida para ser Mãe de Seu Filho. São Joaquim e Santa Ana são os padroeiros dos avós.
Celebrar o Dia dos Avós significa celebrar a experiência de vida, reconhecer o valor da sabedoria adquirida, não apenas nos livros, nem nas escolas, mas no convívio com as pessoas e com a própria natureza.
Um dos grandes valores na formação dos filhos é o respeito pelas gerações anteriores à sua. Os filhos devem conhecer desde pequenos a importância de escutar os avós, somente a orientação de pessoas que já passaram pela mesma idade, que já percorreram o caminho que a criança apenas está iniciando, vai trazer a sabedoria necessária para que ela se torne uma pessoa íntegra e feliz.
Existem muitas maneiras de ajudar nossos filhos a aproveitar a convivência com os avós. Uma atividade familiar que pode ser muito divertida e instrutiva para toda a família é conhecer a história completa dos pais. Você pode criar um caderno com perguntas e espaços suficientes para que os avós respondam, descrevendo suas experiências e histórias, criando lembranças que durarão toda uma vida. Além disso, esta atividade terá um valor agregado: a família conhecerá suas origens, sendo esta uma fonte de conhecimento para entender quem somos e porque reagimos de determinada maneira.
Como os avós ajudam na educação dos netos?
Ser avô e avó é uma fase da vida que deve estar cheia de satisfações e diversão, especialmente quando não são os principais responsáveis pela educação das crianças. Hoje em dia, existem cada vez mais casais nos quais ambos trabalham fora de casa e desta maneira os avós voltam a ser os principais formadores de crianças, uma vez mais. Esta é uma tarefa importantíssima, no entanto, muito pesada, já que os avós não contam com a mesma energia dos tempos passados e, muitas vezes, a mesma autoridade.
Então, de acordo com o papel desempenhado na vida de seus netos, suas atividades e responsabilidades serão distintas. Se vêem os netos periodicamente, exclusivamente como visitas, o papel é claro: somos avós e, como tais, podemos dar caramelos e deixá-los dormir mais tempo do que o necessário. Mimá-los, em toda a extensão da palavra.
Porém se, diariamente, sua função é de criá-los enquanto seus filhos estão trabalhando, então os privilégios mudam. Os avós se tornam “pais secundários”, por este motivo a formação dos netos adquire um lugar prioritário em suas vidas e a disciplina e autoridade devem ser aplicadas, sendo mais esporádicos os “momentos divertidos”.
Esta responsabilidade traz consigo muitas “complicações”: o dilema de querer mimar o neto versus a necessidade de educá-lo adequadamente, o possível desacordo que possa existir entre a linha aplicada pelos pais do neto na educação do mesmo, o reconhecimento de que nossos projetos pessoais passam para um segundo plano.
É muito importante lembrar que primeiro estão as crianças e não nosso gosto por fazer o que queremos. Conhecendo o papel que jogamos na vida de nossos netos, saberemos a função que temos que desempenhar. Cabe a você, avô e avó escolher. Que função quero desempenhar na vida meus netos? Pare, pense e reflita, com certeza você terá uma resposta.
Nadine T. Pilotto Fabiani
Psicóloga CRP 07/13657

quinta-feira, 19 de julho de 2012

FELICIDADE EM FAMÍLIA

O tempo passa tão rápido...
E hoje nossa filha já está completando 10 anos.
É uma menina que nos dá muita alegria e nos traz muita felicidade, pois foi um sonho muito acalentado, uma espera ansiosa por sua chegada.
Olha para ela e acho que perdemos tempo com tantas coisas que nem vemos nossos filhos crescerem ou talvez seja o tempo que passa rápido demais.
Mais o importante é que ela é muito obediente, estudiosa, e nos traz muitos ensinamentos.
Parabéns para ela.

sábado, 28 de abril de 2012

O pastoreio familiar


O evangelho deste domingo nos remete ao Bom Pastor, e nós como agentes da pastoral familiar nos sentimos na obrigação de dar continuidade as palavras de Jesus. E algumas pessoas tem um dom de falar de uma forma que vai direto aos nossos corações. Veja como o Padre Fábio de Melo pregou sobre este tema e usou os problemas familiares para realçar a necessidade e urgência de criarmos uma nova (ou buscar a antiga) forma de educar nossos filhos, de procurar um sentido maior para nossas famílias que estão perecendo e se perdendo neste mundo tão carente de valores. 

Que beleza essa Palavra de Jesus, quando Ele olha para a multidão e percebe que ela precisa ser cuidada. Por isso, o Senhor faz a associação direta disso com uma multidão sem pastor. Pastor é para cuidar, não com olhos desconfiados de vigilância, mas com olhar zeloso. O pastor fica atento para o que a ovelha precisa. Jesus fala no contexto d'Ele, pois vivia no ambiente rural, mas nós trazemos o conceito do pastor com sua ovelha para aplicar na nossa vida, falamos da importância de cuidar bem da nossa família, para que ninguém a roube.

Qual é o grande significado de pastor no contexto de Evangelho? Pastor é aquele que está à frente de um determinado rebanho. O padre é o pastor de sua paróquia, o bispo é pastor de sua diocese, o Papa é o pastor da Igreja. Padre não tem outro significado que pai, eu sou seu pai pelo ministério sacerdotal que exerço, para cuidar de sua casa através das minhas palavras, do programa “Direção espiritual”, dos livros que escrevo.

Deus concedeu ao sacerdote o ministério de ser pai assim. Eu cuido das minhas ovelhas, por isso eu alerto vocês sobre as coisas nocivas que podem atingi-los, eu como padre preciso estar comprometido com a felicidade da sua casa. E aquele que está comprometido com a felicidade do outro fala palavras bonitas, ama as pessoas; o padre precisa ser um amante da humanidade. O povo merece a sabedoria e santidade dos padres.

A minha palavra de pastor é para convidar a você para ser pastor também, os padres não são os únicos responsáveis pelo pastoreio das ovelhas. Você é responsável pelo pastoreio de suas ovelhas na sua casa. O bom pai e a boa mãe é que ensina a criança a comer direito desde pequeno. O pastoreio das famílias começa nas panelas. O pastoreio da mulher começa na panela quando ela faz a comida. Não adianta estar dentro de casa, precisa exercer a autoridade dentro de casa. Você não pode ser uma mãe decorativa, a família não precisa ter uma mãe decorativa, a família precisa de uma mãe com as rédeas na mão. Você pai, não pode ser um repolho dentro de casa, todas as vezes que um filho vai até você, você diz para ele procurar a mãe.

As suas ovelhas estão dentro de casa, mas não está dentro de você, não está sobre seu comando. Não queremos encher a cabeça, queremos uma família tranquila, a mãe é uma banana decorativa, o pai é urso panda na sala, e onde está o pastoreio?

Para uma criança chegar a autonomia, ela precisa de adultos dando as rédeas. Não há nada pior nessa vida do que você se sentir sozinho, não falo de solidão do corpo, pois esta vai embora é só chegar perto de gente. Pior solidão é quando você não tem ninguém para falar o que sente e pensa. Você tem que pastorear sua esposa, seu esposo todos os dias, não é vigiar, é amar.
"Precisamos cuidar bem da nossa família para que ninguém a roube" Pe.Fábio
Foto: Robson Siqueira

Muitas mulheres que são casadas já estão solteiras a muito tempo, não tem com quem dividir pensamentos e sentimentos. No início é tudo tão lindo, o primeiro filho, o pai quer dar banho, ama com todas as forças no início e depois não suporta as mínimas coisas.

Existe tantos pais que amam somente o filho na infância e depois se cansa. Nós não podemos cansar do pastoreio. O pastor que vai ficando indiferente aos poucos vai perdendo a confiança. Se você descobre que seu marido está indiferente, você vai esfriando. É preciso do romantismo do início de namoro. Romantismo faz bem, tem que manter. Abrimos mão de fazer da nossa casa romântica. O pastor não pode ser indiferente ao rebanho que tem. As vezes fazemos de tudo para chamar a atenção do outro e não conseguimos e vamos ficando agressivo; quantas vezes a agressividade do filho é um pedido de socorro, “Pai seja meu pastor”.

Você pode ser engenheiro, médico, administrador, empresário, mas o principal ofício que você tem é ser pai, é ser pastor de sua casa. Muitas vezes jogamos o pastoreio de nossa casa para que outros façam, crianças que tem aulas das 7 da manhã até as 10 da noite. E que horas você dá a sua aula? Quem precisa mandar na sua casa é você. Vai ser pai, vai ser mãe, pelo amor de Deus, mergulhe na sabedoria, porque comandar a casa com burrice, é a pior coisa que existe. Vá se preparar para essa paternidade, vai ser um homem de oração. Quando Deus entra na nossa vida, fica mais fácil viver. Pai e mãe que reza educa muito melhor do que um pai que não reza. Para que você seja um bom pastor na sua casa, reze.

Não temos como fugir disso, enquanto eu tiver vida, eu quero continuar te ajudando, pois o que me interessa é a sua felicidade. Eu não faço milagre, eu quero ter fé, para ver os milagres acontecerem. Nunca se esqueça que o seu pastoreio é o maior milagre que você pode realizar nessa vida.

Transcrição e adaptação: Regiane Calixto

quarta-feira, 21 de março de 2012

A FAMÍLIA NA LUTA CONTRA O RACISMO

A família, como principal instituição social, pode e deve desempenhar um importantíssimo papel no processo de erradicação desse mal que tantas mortes e desigualdades tem causado.

O Dicionário de Aurélio define ´preconceito´ como sendo uma "opinião formada antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; idéia preconcebida; intolerância; ódio irracional ou aversão a outras raças, credos e religiões".
Atitudes práticas devem ser vivenciadas no cotidiano familiar, como por exemplo.
1 - Mostre que Deus não faz acepção de pessoas e que Jesus jamais foi preconceituoso e racista.

Na Bíblia existem, pelo menos, nove passagens que falam diretamente sobre o erro que se comete ao fazer acepção de pessoas. Leia para seus filhos textos bíblicos que tratam diretamente do assunto: Dt 10.17; 16.19; Jó 32.21; Ml 2.9; At 10.34; Rm 2.11; Ef. 6.9; Cl 3.25 e Tg 2.9. Leia para os seus filhos, João 4.1-9. Mostre para eles que Jesus, nosso Mestre e Salvador, como judeu, diante de uma oportunidade de cultivar o racismo e o preconceito, assim não procedeu (Jo 4.1-9). Ao ir para Galiléia, passou por Samaria, e na cidade de Sicar, conversou com uma mulher e mostrou que Deus ama a todos, não importando a raça, o credo e o sexo.
2 - Procure dar o exemplo.

"Um bom exemplo vale mais do que mil palavras". Procure não fazer comentários depreciativos a respeito de pessoas de outra raça, de religião diferente da sua família, de pessoas do outro sexo, de idosos. Procure transmitir para os seus filhos que embora não concordamos com doutrinas dos amigos e conhecidos, devemos amar e respeitá-los.
3 - Mostre-lhes as contribuições que as diversas raças e pessoas de diferentes credos, sexo, idade e portadoras de deficiência física deram para a humanidade.

Existem muitos exemplos neste sentido, tanto para a realidade brasileira, como para a humanidade em geral. Esses exemplos podem ser extraídos dos esportes, da política, das ciências, das artes e das religiões. Fale acerca de grandes desportistas como, por exemplo, de Pelé, que tantas alegrias trouxe ao povo brasileiro e como o seu nome tem projetado o Brasil no exterior. Fale de Gandhi, o líder indiano que pregou e morreu pela paz entre as pessoas.

Fale de Nelson Mandela, o líder sul-africano, que ficou preso injustamente por vários anos, mas jamais incentivou a violência entre seus patrícios. Fale de Madre Tereza que sempre se preocupou em dar uma vida melhor para as pessoas marginalizadas da sociedade. Fale do missionário David Livingstone que ajudou a combater o tráfico de escravos.
4 - Combata os estereótipos em relação às pessoas e  povos.

Mostre para os seus filhos o quanto é errado cunhar frases do tipo "os judeus são pão-duros", "os cariocas são preguiçosos", "todo flamenguista e corintiano é violento", "os nordestinos são grosseiros", "os sulistas são insensíveis", "as pessoas que moram em favela são desordeiras", "os ´velhos´ não prestam para mais nada", "as mulheres são péssimas motoristas", "os deficientes físicos não sabem fazer nada", "os americanos só pensam em dinheiro", etc.
5 - Incentive seus filhos a se relacionarem com crianças de outras raças, credos e classes sociais.

Isto é muito saudável. Através destas atitudes, seus filhos irão construir amizades que poderão durar toda uma vida com pessoas de outras raças, religiões e classes sociais. Convide crianças de diferentes raças e condições sociais para passearem com sua família. Demonstre a sua tristeza e converse com seus filhos que conflitos como do Oriente Médio, entre judeus e árabes; na Irlanda do Norte, entre católicos e protestantes, jamais tem aprovação de Deus e só prejudicam a harmonia entre povos e pessoas.
6 - Promova ocasiões de encontro com pessoas de várias faixas etárias.

Através desses encontros, iremos mostrar, principalmente para os mais novos, que os idosos podem nos ajudar em muitas coisas com as experiências acumuladas ao longo dos anos. Convide uma pessoa idosa para passar um dia com sua família e diga para os seus filhos o quanto é importante amar, valorizar e respeitar essas pessoas.
7 - Fale para os seus filhos sobre o que foi o holocausto, o horror das guerras étnicas e religiosas.

Por mais que seja doloroso, não podemos, como humanidade, esquecer os exemplos tristes do que foi o holocausto e das guerras étnicas e religiosas que aconteceram e ainda acontecem no mundo. Dê de presente para o seu filho adolescente o "Diário de Anne Frank". Assista em família, e depois converse com seus filhos, filmes que tratam do holocausto.
Atitudes como essas, praticadas no interior de nosso lar, podemos, como famílias, dar uma grande contribuição às gerações futuras, onde brancos e negros tenham as mesmas chances no mercado de trabalho e nas nossas universidades; onde protestantes e católicos, a despeito de suas crenças poderão, como cristãos, ajudar a construírem um mundo melhor, onde jovens e idosos unirão a força e a experiência para a construção de uma sociedade mais ordeira; onde homens e mulheres serão parceiros para o bem comum.

Então, poderemos sonhar com um mundo onde os nossos netos não assistirão cenas, como por exemplo, de crianças sendo hostilizadas na Irlanda do Norte pelo fato de seus pais abraçarem uma outra fé, de filhos e esposas chorando a morte de seus pais e maridos que morreram vitimados por uma explosão de uma bomba no interior de um restaurante.

A tarefa é árdua e os seus resultados de longo prazo, mas também é urgente. A semente deve ser semeada agora, sem mais demora!

sábado, 4 de fevereiro de 2012

A Parábola da Família



        De Jerusalém a família descia rumo a Jericó, na planície do grande lago salgado, abaixo do nível do mar. Descia sobre os caminhos tortuosos e impérvios da História. Numa curva da estrada, encontrou-se com os Tempos Modernos. Não eram bandidos por natureza e nem piores de tantos outros tempos; mas enfureceram-se logo contra a família, não gostando da sua paz, que ainda espelhava a luz da cidade de Deus.       
       Roubaram-lhe em primeiro lugar, a fé, que bem ou mal tinham conservado até aquele momento, dentro do sacrário da cultura popular por séculos. Depois despiram-na da unidade e da fidelidade, da casa e da terra, do trabalho e da saúde, da educação, da alegria dos filhos e de toda coisa boa que o amor e o carinho lhe ofereciam. Tiraram-lhe enfim, a serenidade e o aconchego do lar, a solidariedade da vizinhança e a hospitalidade sagrada para com os caminhantes e pobres.    
    Deixaram-na, assim, quase morta à beira da estrada e foram banquetear-se com o Materialismo, o Consumismo e o Neoliberalismo, rindo-se da desgraça da família.    
     Passou por aquele caminho um sociólogo; viu-a, estudou-a com atenção e concluiu: “A Família morreu"!    
        Aproximou-se dela um psicólogo e sentenciou: "A Família era muito opressora - é melhor acabar com ela de uma vez"!
       Achou-a por fim um padre e vendo-a começou a xingá-la: "Por que você não resistiu aos bandidos? Você devia ter lutado mais, minha filha! Teria sido você, por acaso, cúmplice dos bandidos que te agrediram?"
      Passou logo após, Jesus. Viu o estado deplorável da família e compadeceu-se dela. Curvando-se, curou-lhe as feridas, aplicando- lhe o óleo da ternura e o vinho da indignação. Depois, carregou-a nos ombros, levou-a à Igreja e entregando-lhe disse: "Já paguei por ela tudo o que devia ser pago. Comprei-a com meu sangue e quero fazer dela a minha pequena esposa. Não a deixe mais sozinha pelo caminho, em poder dos Tempos. Alimente-a com a minha Palavra e o meu Pão, e ao meu retorno, pedir-lhe-ei contas dela".

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Família: como fazer

"A boa família é aquela que, até quando não nos compreende, quando desaprova alguma escolha nossa, mesmo assim nos faz sentir aceitos e respeitados. É onde sempre somos queridos e onde sempre temos lugar"
Esta frase é da grande escritora Lya Luft, e apesar de não conhecer seu trabalho, tenho lido alguns artigos seus e especialmente os que tratam da problemática da família. Admito que gosto muito do que li até o momento. E como aprecio muito este tema quero compartilhar com todos aqueles que tem filhos e esperam encontrar meios que possam ajudá-los neste difícil tarefa de educar, de estar convivendo com esta gama enorme de problemas que temos enfrentado para criá-los; para encontrar forças e meios para manter a instituição família como base de uma sociedade sadia.Acredito que podemos ganhar muito com as experiências de outras famílias.
Segue este texto, encontrado na revista Veja no ano de 2004.
Talvez sendo rigorosa, creio que nas escolhas importantes revelamos o que pensamos merecer. Casamento, trabalho, prazer, estilo de vida, nos cuidados ou nos descuidos – não importa. Mas a família, esse chão sobre o qual caminhamos por toda a vida, seja ele esburacado ou plano, ensolarado ou sombrio, não é uma escolha nossa. Porque lhe atribuo uma importância tão grande, para o bem e para o mal, ela tem sido tema recorrente de meu trabalho, em livros, artigos e palestras.
Pela família, com a qual eventualmente nem gostaríamos de conviver, somos parcialmente moldados, condenados ou salvos. Ela nos lega as memórias ternas, o necessário otimismo, a segurança – ou a baixa auto-estima e os processos destrutivos. Esse pequeno território é nosso campo de treinamento como seres humanos. Misto de amor e conflito, ela é que nos dá os verdadeiros amigos e os melhores amores. 
Para saber o que seria uma família positiva (não gosto do termo "normal"), deixemos de lado os estereótipos da mãe vitimizada, geradora de culpas e raiva; do pai provedor, destinado a trabalhar pelo sustento da família, sem espaço para ter, ele próprio, carinho e escuta; e dos filhos sempre talentosos e amorosos com seus pais. A boa família, na verdade, é aquela que, até quando não nos compreende, quando desaprova alguma escolha nossa, mesmo assim nos faz sentir aceitos e respeitados. É onde sempre somos queridos e onde sempre temos lugar. Idealização? Não creio. Fantasia é esperar que pais, irmãos e também filhos nos aprovem integralmente.
Para começar, pai e mãe são seres humanos como quaisquer outros. Quanto aos filhos, se crescerem de uma forma saudável, eles serão menos centrados nos pais do que em sua própria vida. Isso não é desamor, é amadurecimento e autonomia. A nós, adultos, cabe continuar a ter para eles ombro, colo, abraço, o possível entendimento, não lhes pesando demais quando buscam seus caminhos.
Nenhuma relação subsiste – a não ser as doentes – sem conflitos e a manutenção dos espaços individuais. A família não está condenada ao "para sempre, ainda que a indiferença ou o abandono nos matem em vida". Ela tem chance de uma transformação positiva. Não precisamos ficar juntos por preconceito alheio, acomodação ou culpa, mas porque nos faz bem, porque isso nos torna seres humanos melhores, capazes de ter – e de dar – mais felicidade. E, mesmo que nos separemos, ou porque os filhos vivem suas vidas ou porque às vezes pais se separam (sem deixar de ser pai e mãe daqueles filhos), o amor deve persistir, e expandir-se na forma de respeito e aceitação do outro.
Assisti recentemente a uma cena pungente, em que pai e mãe, separados mas amigos, despediam-se de uma filha muitíssimo amada, morta em plena juventude. Sofriam uma perda inimaginável, que lembrava a todos nós, seus amigos, a nossa própria fragilidade. Nunca esquecerei a dignidade desses pais no sofrimento, os cuidados um com o outro, a inclusão de amigos e novos cônjuges no seu momento trágico. Dessa forma, prestavam uma homenagem ainda mais especial à filha que perdiam.
Seria comum essa transformação e multiplicação de afetos, na dor e na alegria, se, em lugar de egoístas, patéticos e confusos, fôssemos mais generosos, maduros e equilibrados. Nesse caso, porém, escritores, psiquiatras, antropólogos, sociólogos e tantos outros profissionais da alma humana ficariam privados de uma intrigante fonte de trabalho e reflexão.

 

sábado, 26 de novembro de 2011

Acende-se a PRIMEIRA VELA


Estamos no tempo do Advento, nesta época do ano em que recordamos os momentos que antecederam o nascimento de Jesus. Nestes momentos de espera e recordações, vamos aproveitar para reavaliar nossas vidas, principalmente nós que somos famílias, que amamos ser família e que acima de tudo somos protagonistas do projeto de Deus. Algumas pessoas até acham que família é a causadora de todos os problemas psicológicos e psiquiatricos existentes, já chequei a ouvir isso de um psicólogo bastante conhecido na televisão há tempos atrás.
E é claro que viver em família é difícil. Somos junçoes de pessoas diferentes, cada um com seu caráter, sua personalidade, e muitas vezes olhamos tanto para dentro de nós mesmo que fica tão difícil os nossos relacionamentos. Acho que é por isso que nós somos tão institivamente feitos para viver perto um do outro, afinal, como poderiamos nos policiar, sabendo que na nossa pequenez nos deixamos levar por nossos defeitos e vamos em frente magoando, ferindo nossos irmãos, nossos familiares. Mas para isso Deus nos deixou o perdão. 
E neste primeiro domingo do advento vamos acender esta vela e deixar que esta espíritualidade penetre em nossos corações. Precisamos muito aprender a pedir perdão, pois somos tão levados a dizer palavras, fazer gestos que ferem. Vejo muito isso dentro da família. Às vezes uma pequena palavra causa uma mágoa tão grande. E assim nos fechamos para o diálogo e uma briga quase sempre é inevitável. Acho difícil acabar com estas coisas, pois fazem parte do ser humano. O que precisamos aprender é pedir perdão. Muitos dizem que pedir perdão é facil, e que o perdoar é mais complicado. Tem esta idéia um fundo de verdade. Perdoar da boca pra fora é muito comum, mas depois vem as cobranças e volta e meia estamos relembrando aquele fato, parece até que ficou uma ferida no coração, e não deixamos que ela se cicatrize. É por falta de não saber perdoar.
Vamos neste domingo acender a vela do perdão.
 A luz nascente nos conclama a refletir e aprofundar a proximidade do Natal,  onde Cristo, Salvador e Luz do mundo brilhará para a  humanidade. Lembra ainda o perdão concedido a Adão e Eva. A cor roxa nos recorda  nossa atitude de vigilância diante da abertura e espera do Senhor que virá.
Oração:
A luz de Cristo, que esperamos neste Advento, enxugue todas as lágrimas, acabe com todas as trevas, consolem quem está triste e encha nossos corações da  alegria de preparar sua vinda neste novo ano de graça!

E nesta falta de Deus no coração e que nos leva a cometer atos que por vezes provocam problemas tão sérios, vamos refletir estas palavras dita por um padre para vários políticos em uma reuniao nos Estados Unidos  (que serve para todos nós  e que poderia ser bandeira para todos aqueles que são responsaveis pela bem estar do povo).

"Senhor, estamos diante de Ti neste dia para te pedir perdão e para pedir a tua direção. Sabemos que a tua palavra disse: Ai daqueles que ao mal chamam bem, e ao bem, mal, que mudam as trevas em luz e a luz em trevas, que tornam doce o que é amargo, e amargo o que é doce! (Isaias 5, 20) e é exatamente o que temos feito. Temos perdido o equilíbrio espiritual e temos mudado nossos valores. Temos explorado o pobre e chamamos a isso de "SORTE". Temos recompensado a preguiça e chamamos de "AJUDA SOCIAL". Temos matado nossos filhos que ainda não nasceram e chamamos de "LIVRE ESCOLHA". Temos abatido os nossos condenados e chamamos de "JUSTIÇA". Temos sido negligentes ao disciplinar nossos filhos e chamamos de "DESENVOLVIMENTO DA AUTO-ESTIMA". Temos abusado do poder e chamamos a isso de "POLÌTICA". Temos cobiçado os bens de nossos vizinhos e chamamos a isso de "TER AMBIÇÂO". Temos contaminado as ondas de rádio e televisão com muito lixo e pornografia e chamamos a isso de "LIBERDADE DE EXPRESSÂO". Temos ridicularizado os valores estabelecidos desde há muito tempo pelos nossos ancestrais e chamamos a isso de "OBSOLETO E PASSADO".
Oh Deus! Olha no profundo dos nossos corações, purifica-nos e livra-nos dos nossos pecados." Amém!
Joe Wright