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segunda-feira, 7 de maio de 2012

A FESTA DA PRIMEIRA COMUNHÃO

Este último final de semana tive a oportunidade de viver momentos de grande alegria. Depois de três anos de preparação foi realizada a primeira eucaristia de 21 crianças, inclusive da minha filha mais velha Alice.
No sábado nos encontramos na Praça para irmos até a Capela de Santa Teresa onde realizamos o retiro, com a presença da Irmã Queila, nossa coordenadora Lourdes, os catequistas Gildete, Selma e eu. Foi apenas uma manhã, mas tivemos a oportunidade de falar sobre coisas importantes, como a eucaristia. Seguimos este roteiro:
  • 1-   Inicio às 8 horas da manhã, com o encontro na Praça da Prefeitura.
  • 2-   Oração Inicial – Igreja Santa Teresa
Invocação ao Espírito Santo
Musica de acolhimento
Olaria de Deus

O João vai ter que entrar na olaria de Deus.
O João vai ter que entrar na olaria de Deus
e sobe como um vaso novo.
Ele desce como vaso velho e quebrado
e sobe como um vaso novo.

O José vai ter que entrar...

Todo mundo vai ter que entrar...
  • 3 – Dinâmica: Bíblia em Mutirão 
Objetivos: Manusear a bíblia e ter mais contato com os ensinamentos da palavra de Deus.

Material: Duas Bíblias.

Como Fazer: 1. Sente os catequizando no chão, formando um círculo. solicite a eles o nome de um personagem, bíblico ( João Batista, Pedro etc...). 2. Cante com os catequizandos o refrão de uma música que fale sobre a bíblia. 3. Enquanto estiverem cantando, todos deverão passar a Bíblia de mão em mão. 4. Quando o refrão acabar, o catequizando que estiver com a Bíblia na mão deverá abri-la e encontrar uma citação que fale sobre o personagem escolhido. 5. Caso a pessoa não encontre, esta deverá sair do círculo e, com a ajuda do catequista, procurar o texto. só retornará á brincadeira quando encontrar a citação. 6. A brincadeira continua até que todos consigam encontrar os textos referentes aos personagens solicitados.

  • 4 – 9:15h – PALESTRA E MOMENTO DE ADORAÇÃO
  • 5 – 10:00h – Lanche partilhado
  • 6 – 10:20h – BINGO DE PALAVRAS
  • 7 – 11:00h – BRINCADEIRA
  • 8 – 11:30h – MENSAGEM FINAL
  • 9 – 11:40H – ORAÇAO FINAL
  • 10 – 12:00H – Retorno
 Esta musica pode ser encontrada no seguinte link.
 As crianças gostaram muito da musica e demos boas risadas, depois a irmã Queila palestrou sobe a importância da eucaristia e foi feito um jogral som o seguinte texto:

TRIGO TRITURADO... TRIGO TRANSFORMADO 
( PÃO PARA A VIDA DO MUNDO!)
 TRIGO: Sou trigo! vivia como tantos outros nos campos dourados. Pela manhã, o sol começando a despontar, me despertava para um novo dia. Embalado pela música suave do vento, eu bailava com meus companheiros. Visto de perto ou de longe, era um grande espetáculo que ofereciamos, movidos pelo ar do campo. Quando era noite, a lua lançava seus raios sobre o trigal. Fazia a mistura de ouro com a prata e assim, dormiamos, sempre na expectativa que chegasse o dia outra vez.
No frio do inverno, parecíamos que iamos sucumbir. Mas logo chegava a primavera. Misturados com as ampolas vermelahas, propoprcionávamos um quadro de intensa beleza. Fonte de inspiração. Chegou o verão. O dourado do campo tornou-se mais intenso, porque estávamos maduros. Vi aproximar-se o ceifador do trigal.
CEIFADOR: Dourado, já bem dourado, maduro já está. É chegado o momento, a ceifa vai começar.
TRIGO: Intui no fundo do coração, agora vão cortar o trigo. Todos nós seremos ceifados. Comecei a ficar triste. Pensei... vou morrer. e o que vai ser deste campo? O dourado vai desaparecer. No chão apenas as palhas secas sem vida ficarão. Não, não quero morrer. Eu sou a beleza deste vale. Pensava assim, quando escutei ao vento.
VENTO: Zum... zum...zum... zum...
Trigo por que tristeza? Não vês o que está para chegar?
Tu és dourado por fora, mas branquinho has de ficar. Te tornarás a farinha pura, fina, preciosa. Na mistura com água e fermento sera massa saborosa. Pão serás para todos. Em toda mesa estarás. Se cais na terra e morres a tua vida continuará.
TRIGO: Consolou-me um pouco escutar o vento. Mas a tristeza não saia de mim. Bailando alegre e viçosa a amapola me disse assim:
AMAPOLA: Não basta que seja trigo, não basta que sejas pão. Serás o Corpo do Senhor entregue para os irmãos.
TRIGO: Comecei a compreender... Deixei-me ceifar, permitr que fosse triturado. A dor, o sofrimento do processo foi tomando novo sentido. Sabendo qual era o objetivo, sabendo qual era o final, amadureci e adquiri dociliade.
FARINHA: Sai da máquina transformado em farinha alva, leve...Colocaram-me em sacos, puseram-me em caminhões. Andei quilômetros pelas estradas - eram muitas e as mais variadas. Até que... o padeiro tomou-se em suas mãos. Outra transformação! Pouco a pouco a água foi se juntando a mim. Era frio. Percebi que estava deixando de ser farinha. Já me havia tranformado em massa.
MASSA: o padeiro aproximou-se... era preciso deixar-me modelar. De repente... Senti tristeza, medo e quis reagir. Desejei gritar: não, não, não quero! Foi aí que me recordei do vento. Ah! Também da Amapola. Que bonitos eram. O vento falava suave, terno... A amapola não parava de bailar. Mesmo quando falava. A lembrança deles dois, preparava-me para outro momento mais exigente. De mim foram separando pequenos bolos, amassavam, arrumavam e colocavam na assadeira... O forno! Meu espírito serenizou-se e mais uma vez aceitei. E o padeiro colocou-me para assar.
PÃO: Quando saí, escutei as asmirações: Que belo, não! Como cresceu!
As pessoas começaram a buscar-me. De repente percebi que estava ao mesmo tempo em todas as mesas. Experimentei a alegria de ser alimento. Vida. Cada vez que alguém comia um pedaço de mim, era vida que eu esta comunicando. Porém, nenhum momento se pode comparar áquele...
O sacedote tomou-me em suas mãos. Outras mãos, outra transformação - a mesa agora era o altar. O trigo, a farinha, a massa, o pão transformado em CORPO DE JESUS - O PÃO PARA A VIDA DO MUNDO. Lembrei-me da felicidade do campo, da chegada do ceifador. Era o início do caminho! Finalmente cheguei à plenitude da minha ocação - SER ALIMENTO DE VIDA, SER EUCARISTIA - MORRER PARA QUE TODOS TENHAM VIDA.







 Finalmente, no domingo aconteceu o momento mais bonito, onde nossos corações transbordaram de alegria e emoção. Ver nossas crianças alegres e na expectativa para o grande encontro. Percebiamos no rosto de cada uma delas uma grande felicidade. Nosso querido Padre José Silva celebrou a eucaristia, Selma nossa catequista foi a comentarista e para mim ficou a mensagem de agradecimento.

Queremos agradecer neste primeiro momento a Deus, fonte inesgotável de todos os dons, pelo seu amor por nós e por nos dar a graça de viver este momento de tanta alegria.

Agradecemos a vocês, queridos pais, que durante esses três anos depositaram sua confiança na nossa comunidade e nos nossos catequistas. A Primeira Comunhão que os filhos de vocês receberam hoje é apenas o início de uma amizade com Jesus para toda a vida. Esperamos que vocês continuem esse trabalho dos catequistas, comprometendo-se com a educação cristã de seus filhos, trazendo-os sempre à missa, instruindo-os na fé e na caridade.

Agradecemos especialmente às crianças! Seres tão pequenos e frágeis, porém, capazes de nos ensinar muito e de transformar nossas vidas. Quem pode ficar indiferente diante da força de seu carinho, de sua ternura, de sua inocência! Somos melhores com vocês e por vocês! Parabéns pela Primeira Eucaristia! Rezamos para que, ajudados por seus pais, vocês cresçam na vida de fé e dêem sempre o exemplo de verdadeiros cristãos, freqüentando a Santa Missa, servindo a Deus e aos irmãos!

Saiba que seremos sempre os seus catequistas e, por isso, vocês pode contar conosco durante a sua caminhada de fé.

Agradecemos a todos os que colaboraram e se dedicaram para esta celebração: os Ministros, coroinhas, aos catequistas, músicos e em especial ao Padre, nossa gratidão e nosso muito obrigado pela disponibilidade em celebrar conosco este eucaristia.


Ter tido a oportunidade de conviver estes três anos com estas 21 crianças foi muito bom para mim, tenho certeza que vou lembrar para sempre dos seus nome: Alan, Alice, Ana Luiza, Ana Katarina, Bruna, Claudio, Fabrício, Gustavo, Luis Gustavo, Tainan, Walisson, Giovana, Gabriela,  João Pedro, Herminio, Ryan, Mariana, Maria Clara, Luis Antonio, Graziela e Maria Beatriz.

UMA EMOÇÃO ESPECIAL




segunda-feira, 30 de abril de 2012

PREPARAÇÃO PARA UM GRANDE ENCONTRO

Estamos entrando em uma semana muito importante para nossas crianças que vão fazer a primeira eucaristia no dia 06 de maio. Há alguns dias estamos nesta preparação, primeiro com a reunião com a participação dos pais, depois os ensaios das músicas com nossos catequizandos.  É lógico que estamos muito felizes, mas ao mesmo tempo algo nos preocupa, pois sabemos que muitas crianças depois da primeira eucaristia fogem da igreja, não freqüentam as missas, e isto é fruto daquilo que as próprias famílias vivem no dia a dia. Percebemos que muitos fazem deste momento algo mais social, esquecendo que é o dia que estas crianças vão fazer um grande encontro, vão receber o presente que Jesus nos deixou, que é sua presença viva na eucaristia.
E eu que sou um catequista e também pai sinto a dificuldade para fazer com que nossas crianças percebam e amem Jesus de uma maneira profunda, talvez vítimas das informações que chegam até elas de todos os lados. Elas têm mais facilidade de gostar daquele cantor ou cantora que está no auge, sabe as músicas, as coreografias, no entanto, acham enfadonho assistir uma missa.
Pode até ser plausível esta dificuldade, pois as missas aqui na paróquia não são voltadas para as crianças, e como até os adultos se dispersam na santa missa, para os menores é até mais aceitável esta dificuldade.
Em alguns momentos fico desolado, pois minha filha que é minha catequizanda anda reclamando, só que como somos nós os pastores de nossas ovelhas (nossos filhos), não podemos desanimar. E para nossas famílias vai um conselho que achei: “A Primeira Comunhão dos seus filhos é sempre um dia muito importante. Mas não menos importante é a ajuda que eles precisam para se prepararem para este acontecimento. A festa da Primeira Comunhão dos filhos é também a sua festa. Eles são fruto de seu amor, cresceram com sua dedicação, dão este passo apoiados em vocês. Manifestamos, por isso, a alegria e o reconhecimento da Igreja, pela celebração da Primeira Comunhão”
Aqui em casa estamos conscientes da importância religiosa deste momento, até preparei uns bilhetinhos para lembrar nossa filha durante esta semana;



Quando ao grande dia do encontro encontrei um artigo que achei muito interessante e pertinente. Discute este artigo se as crianças que vão fazer a primeira eucaristia devem ou não participar fazendo as leituras. E achei esta opinião muito satisfatória: “podem fazê-las em certas circunstâncias, mas não devem fazê-las sempre, como se isso fosse a forma ideal. O ideal é não as fazerem, embora o fazerem-nas possa ser bom e útil em certas circunstâncias. São os responsáveis que devem gerir os problemas que vão surgindo e tentar resolvê-los com inteligência, mas também numa atitude de grande fidelidade às normas litúrgicas. Quando essas normas são compreendidas, libertam-nos; quando não são compreendidas, podem tornar-nos escravos. Seja livre... mas seja também sensato ou sensata”.
E vamos continuar nossos preparativos, com os ensaios, com o momento das confissões na sexta feita e o retiro espiritual no próximo sábado. Até que no domingo acontecerá o grande dia, o grande encontro com Jesus. 
Nós aqui em casa estamos preparando para receber alguns familiares e amigos para viver conosco este momento de grande alegria. Se dependesse de mim faria até uma festa, com bolo e enfeites, mas achei que poderia ser um pouco exagerado. E vocês catequistas o que acham disso? é ou não pertinente festejar este momento?





quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

A Menina Doente e a Primeira Comunhão

“A FOLHA DE SÃO PAULINO”, jornal de Trier, em um dos números o seguinte fato, passado há cinqüenta anos *(1885), na pequena cidade de Zell, da Diocese de Trier: Uma menina de nove anos, de nome Suzana Nahlen ficara paralítica dos pés até os joelhos.Só podia andar com muletas. Os médicos fizeram de tudo para curá-la, mas, todos os esforços médicos e científicos, foram em vão.
Chegou o tempo de se preparar para a primeira comunhão.
Em vista do estado da menina, o vigário resolveu prepará-la em casa, onde levaria depois, Jesus-Hóstia para a Primeira Comunhão.
A menina desejava muito assistir à doutrina com as outras e em união com as suas companheiras fazer a sua Primeira Comunhão na Igreja.
Às observações do vigário e da família respondeu que Jesus havia de lhe dar forças suficientes para isto.
No dia da sua Primeira Eucaristia, a doentinha, apoiada em duas muletas, aproximou-se, vagarosamente, da mesa sagrada, provocando compaixão.
Recebeu a santa Comunhão com muita devoção. Depois, pegou uma muleta e colocou-a debaixo do braço direito.
O vigário notou que lhe corria uma lágrima pela face, compadecido, levantou a outra muleta e entregou-a a menina, que foi para o seu lugar.
Terminada a missa, levantou-se, foi para perto do altar e entregou as muletas ao Vigário. Desceu, depois, com as suas companheiras, os dezoito degraus da escada que dá acesso ao portal da igreja, com a mesma facilidade que as outras.
À tarde, acompanhou-as a uma romaria à Paróquia vizinha, como se nunca tivesse estado doente. Desde então, andou pela cidade com a máxima facilidade.
Este milagre causou sentimentos de gratidão e alegria em todos os habitantes daquela aldeia.
Daí se vê, como é bom estar perto de Jesus. Ele tem, e nos pode dar graças tanto para o corpo, como para a alma.

*Extraído do livro: Leituras Eucharisticas, de 1935 da Editora Vozes - Frei Mariano Wentzen, cedido pela dileta amiga Geralda Maia-Caxambu/MG

Retirado